PATRÍCULA ELEMENTAR

«A nossa pequena pátria, a nossa patrícula.» B. Vian

Kate Tempest

Ao longo da última década, a britânica Kate Tempest construiu uma carreira à volta da palavra, quer através das suas famosas sessões de spoken word, quer como autora de poesia e romance, quer, ainda, como dramaturga.

No que à música diz respeito, editou “Balance” (2011), “Everybody Down” (2014) – álbum para o qual foi nomeada para o Mercury Prize – e, no início de Outubro do ano passado, “Let Them Eat Chaos”.

Neste trabalho, Kate Tempest solta rimas por cima de um hip-hop negro e industrial,  propondo um olhar duríssimo sobre a sua geração, sem concessões e tibiezas, e está lá quase tudo: o capitalismo, a gentrificação, o individualismo, o culto das celebridades, a overdose colectiva de selfies, a alienação causada pela tecnologia, sexo, drogas, a morte, a solidão e o suicídio, o consumismo, a corrupção, a guerra e o armamento, a fome, o fundamentalismo religioso, a intolerância e o racismo, a  hipocrisia política, crises humanitárias, as alterações climáticas…

Em “Europe is Lost”, quarto tema do álbum, arguta e genial, denuncia a desorientação e falta de rumo da Europa e da América. Ora ouçam e vejam lá (créditos do videoclip produzido e editado, no passado mês de Fevereiro, por um fã: Manuel Braun).

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This entry was posted on 8 de Março de 2017 by in Banzai, Cultura, Europa, Música, Patrícula elementar and tagged , , , .

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