PATRÍCULA ELEMENTAR

«A nossa pequena pátria, a nossa patrícula.» B. Vian

Eu, refugiada

Max Ernst, Les apatrides (1940)

« (…) Como ser uma refugiada me parecesse um estatuto demasiado agreste para uma jovem rapariga (que ainda por cima não tinha fugido de lado nenhum), escolhi ser uma apátrida. Uma pessoa apátrida era um cidadão do Mundo, alguém sem pátria, porém com direito a pertencer ao Mundo. Senti-me investida por essa qualidade estranha, mas que me pareceu perfeitamente digna e até mesmo superior. Eu pertencia ao Mundo inteiro. Já a senhora da secretaria era apenas de Portugal. (…)»

O resto do texto no blog Aventar, onde foi publicado em Setembro de 2015

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About Sarah Adamopoulos

Antiga jornalista profissional, dedica-se à edição de livros - criação e produção editorial - desde 2008. Anda pelos blogues desde 2003, lugares de eleição para a escrita rápida e para o debate de sociedade. Autora de vários livros, entre os quais "Fado menor" (literatura, 2005) e "Voltar – memória do colonialismo e da descolonização" (investigação historiográfica, 2012). Traduziu, entre outros, o primeiro grande estudo económico sobre a desigualdade no Mundo publicado no século XXI ("O capital no século XXI", de Thomas Piketty). Tem sempre peças de teatro e poemas na cabeça.

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This entry was posted on 8 de Março de 2017 by in Maré, Portugal imortal and tagged , , .

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