PATRÍCULA ELEMENTAR

«A nossa pequena pátria, a nossa patrícula.» B. Vian

Cidades, cidadania, urbanidade, democracia

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© António Jorge Gonçalves

«O homem está sentado à mesa; os seus olhos pousam sobre  os objectos que o rodeiam: móveis, tapetes, cortinas, quadros ou fotografias, e uma multiplicidade de objectos a que atribui significado. Ilumina-o um candeeiro, ou o sol que penetra pela janela, separando a sombra da luz, opondo estes dois extremos plenos de reacção no nosso físico e na nossa psique: o claro e o escuro. As paredes da sala fecham-se sobre ele e sobre as suas coisas. O nosso homem levanta-se, caminha, abandona a sala, dirige-se para outro lado, abre a porta da habitação, sai. Está ainda num edifício: um corredor, escadas, um ascensor… Ei-lo enfim na rua. Como é feito esse exterior: hostil ou acolhedor? Seguro ou perigoso? O homem está agora nas ruas da cidade.»
Le Corbusier, Conversas com os estudantes de arquitectura, Paris, 1957

 

A cidade é o território do futuro próximo da Humanidade. Mais de 3,5 mil milhões de pessoas vivem hoje em cidades. Estima-se que em 2050 poderão ascender a 6 mil milhões, o que significa que ¾ da população mundial será então urbana. Mas a importância da cidade não se queda na densidade da sua razão demográfica. As grandes cidades do Mundo estão hoje em dia no centro do poder político e financeiro da economia do Globo, gerando fluxos económicos que, em muitos casos, ultrapassam largamente aqueles das pretéritas economias-Estado. A título de exemplo: o PIB da Grande Paris representa actualmente cerca do triplo do PIB da Grécia.

A grande cidade é também território de desigualdade: entre os seus habitantes e entre estes e os que povoam as zonas limítrofes e rurais, onde os ciclos de desenvolvimento são quase inteiramente determinados pelos fluxos de investimento/desinvestimento, de que são exemplo comum as deslocalizações das máquinas produtivas ou entrepostos comerciais para lugares onde a mão-de-obra é mais barata, ou as redes de distribuição mais eficazes.

As sociedades assentam hoje essencialmente nas grandes cidades, a partir das quais se organiza o território e se determina o destino das populações. A escala do actual poder das grandes metrópoles espelha o seu raio de acção para além dos poderes nacionais tradicionais. São elas que concentram a maior parte das grandes empresas multinacionais e os grandes centros financeiros. Singapura ou o Dubai são exemplos paradigmáticos de mega-cidades-Estado.

No Mundo inteiro, uns poucos homens e mulheres decidem o sentido da modernidade (e do lugar das pessoas no território globalmente compreendido) a partir das metrópoles que gerem: criam redes, atraem investimento, tomam decisões destinadas a enfrentar a Globalização, movidos pela necessidade de tornarem ou manterem competitivas as suas cidades. Mas uma cidade não é uma empresa, antes um território humano, com uma identidade, uma História, laços, anseios. Nesse sentido, as cidades do futuro não poderão ser apenas as das parcerias estratégicas que visam atrair investimento para pagar as infra-estruturas que melhor o favoreçam.

É necessário levar para a agenda do desenvolvimento prioridades de cidadania, de responsabilidade social e de sustentabilidade energética, passíveis não só de salvar os homens dos mais nefastos efeitos do progresso, como também de preservar o rosto humano das cidades – designadamente fixando nelas os seus autóctones, as suas populações naturais, de História e identidade próprias, organizando à «sua volta a paz de um lar, para que a existência decorra em harmonia, sem transgressão perigosa das leis da natureza (…)» [ainda Le Corbusier]. À sua volta estão também cidades mais pequenas, vilas e aldeias, que os mais recentes objectivos suscitados pelo advento da economia-Mundo têm vindo nalguns casos (como o português, ou o grego, para citar dois países da zona euro cujos territórios têm sido especialmente expostos à voragem da competitividade) a abandonar à sua sorte, circunscrevendo essas populações a um destino de miséria, de indignidade e de exclusão da marcha do Mundo.

É preciso pensar a forma de uma Era digital humanizada, no pressuposto de que o advento das cidades inteligentes não poderá jamais fazer dos campos meros celeiros despovoados, e de que haverá sempre pessoas interessadas em viver em cidades de menores dimensões, na proximidade de uma ruralidade que a vaga global de alargamento da influência económica e cultural das grandes metrópoles não só não apagará, como nalguns casos tornará mais apetecível.

 

O ROSTO DAS GRANDES METRÓPOLES DO MUNDO (*)

Londres | Na viragem do século, a braços com uma enorme crise, o trabalhista Ken Livingstone (que reganhou nesse momento a capital dos ingleses depois de ter presidido aos seus destinos nos anos 1980) sentou à mesa das negociações líderes políticos e grandes investidores, com o objectivo de construir em comum para além das divergências. Essa sinergia possibilitou a criação de uma portagem urbana cujos lucros são reinvestidos nos transportes públicos. Em 2008, Livingstone perdeu as eleições, o seu eleitorado não gostou da sua deriva neoliberal e votou em Boris Johnson, um conservador que acabou por dar continuidade às
grandes linhas de actuação do seu antecessor. Paradoxal, ou talvez não. Johnson entregou a direcção do comité de organização dos Jogos Olímpicos de 2012 ao presidente da British Telecom. O comité é público, mas a sua direcção é privada. e Johnson tinham os dois o mesmo entendimento da gestão de uma grande cidade, anulando as divergências à partida. Se o primeiro tinha sido visionário, o segundo estava pronto para vender a sua cidade. O presidente de Câmara ideal será alguém posicionado no meio-termo, capaz a um tempo de interpretar e projectar, mas também de fazer os compromissos que sejam precisos para garantir a preservação da noção de bem e de serviço públicos.

Paris | O antecessor de Anne Hidalgo, eleita em Abril de 2014, herdou por volta de 2000 o mesmo problema que o seu homólogo londrino, e aliás apoiaram-se mutuamente nas respectivas campanhas eleitorais. Foi aliás no contexto de uma gestão para a Globalização que Bertrand Delanoë escolheu investir sem parcimónia nas novas tecnologias, fazendo da Cidade Luz um farol em matéria de start-ups. Em Maio de 2014, o The Guardian elaborou uma classificação das cidades em função da sua popularidade na Internet (o chamado buzz) e da qualidade das suas infra-estruturas. A vencedora foi Los Angeles, seguida de Nova Iorque, Londres, Paris e Seul. Os anglo-saxónicos, que adoram rankings, classificaram Paris no 4º lugar mundial das cidades mais tecnológicas. Já em 2012, o The Economist havia classificado Paris como uma das 5 metrópoles mais competitivas do Planeta. E o Mckinsey Global Institute fazia figurar Paris na lista das 75 megapólis mais dinâmicas no horizonte de 2025. Paris foi considerada a cidade mais dinâmica da zona euro (PwC) e a campeã mundial em matéria de inovação e de capital intelectual. Seria no entanto útil perceber o que pensam verdadeiramente os parisienses, como se sentem na cidade que é por definição também a dos turistas que incessantemente a visitam.

Berlim | Depois de terem imaginado que bastava ter caído o Muro para que o turismo afluísse naturalmente, os berlinenses foram obrigados a repensar a sua estratégia – ou aliás, a criar uma. Eleito em 2001, Klaus Wowereit teve de se concentrar numa política passível de atrair para Berlim investidores-parceiros interessados em construir a partir de uma pré-existência cheia de ruínas da História. Um slogan brilhou então: «Be Berlin», gerando 33 mil milhões de euros provenientes do Mundo inteiro e pacientemente reunidos ao longo de dez anos. Foi assim que Klaus Wowereit se transformou num embaixador de Berlim,
espécie nova de eleito que mistura as competências de um presidente de república e de um primeiro-ministro, sendo de resto conhecido em lugares distantes da Alemanha, de Moscovo a Abu Dabi.

Lyon | Foi reunindo no seu território investigadores, médicos e empresas que Lyon veio a afirmar-se como uma cidade-farol das ciências da vida. O dinamismo de Lyon deriva designadamente da parceria estratégica que estabeleceu com a farmacêutica Sanofi, que ali instalou a sua sede. Assim, startups e laboratórios começam a multiplicar-se em Lyon. O método é simples: a especialização como forma de grangear uma identidade, e a organização de um ecossistema favorável ao investimento. Entretanto, a agência para o desenvolvimento de Lyon usou a rede Linkedin para chegar aos investidores do Mundo
inteiro. Inovação pela simplicidade, usando uma rede profissional com grande implantação na Rede mundial.

Nova Iorque | Michael Bloomberg, que esteve à frente dos destinos de NY de 2002 à a 2013, não tinha o carisma e a palavra fácil do edil de Berlim, mas mesmo assim conseguiu nos seus três mandatos reconstruir a NY destruída pelos atentados de 11 de Setembro de 2001, e também fazer da Big Apple mais do que uma cidade de turismo e um centro financeiro. Um projecto animou-o e fê-lo perseverar: a requalificação da auto-estrada de 8 quilómetros que ligava o norte de Manhattan a Brooklyn (140 000 carros por dia) e a construção do maior jardim desde Central Park: o Hudson River Park. Eleito em Novembro de 2013, Bill de Blasio tem também ele as suas grandes ideias para NY e está a pôr de pé, juntamente com uma universidade privada (Cornell) e um instituto tecnológico israelita (Technion), um mega-campus universitário de contornos considerados faraónicos, e cuja abertura está prevista para 2017 em Roosevelt Island. A par com a expansão da Universidade Columbia, trata-se de um projecto que vai mudar a face de NY, atraindo para ali os investidores de Silicon Valley. A palavra é competição, com uma ajuda decisiva da empresarialização do ensino superior, sector em que os norte-americanos são imbatíveis, apesar dos níveis de desigualdade e empobrecimento geral que têm sido gerados pela falta de condições de acesso à universidade por parte da  grande maioria das famílias nos EUA.

Los Angeles | 13 milhões de habitantes. Tecnologia de ponta, sector terciário e cinema. O seu Presidente de Câmara entre 2005 e 2013, Antonio Villaraigosa, foi o responsável pela plantação de um milhão de árvores em LA. Parece secundário mas trata-se de uma decisão da maior relevância.

Medellín | Em 2013, a cidade colombiana foi eleita a cidade mais inovadora do Mundo pelo Wall Street Journal. E no entanto, há cerca de 20 anos era uma das cidades mais perigosas do Mundo. Uma frase inscreveu essa espantosa evolução: «Medellín: do medo à esperança». Anibal Gavíria, edil até ao ano passado, cujo irmão foi assassinado pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colombia (as FARC), fez da contenção da violência a prioridade do seu mandato (2007-2015) à frente dos destinos da cidade. O seu programa agiu em torno de quatro grandes eixos: a open data, a participação cidadã, a inovação social e a sustentabilidade. Assim, investiu maciçamente em iniciativas sociais, a que dedicou 82% do orçamento municipal, conseguindo transformar os espaços anteriormente ocupados pelos gangs em espaços abertos a toda a população, e intervencionando os bairros problemáticos. Medellín, que representa mais de 8% do PIB da Colômbia e conta com 25 empresas para cada 1000 habitantes, está hoje na corrida para o lugar de Capital da Inovação da América Latina em 2021, graças a 389 mil milhões de dólares de investimento.

Joanesburgo | O seu presidente de Câmara, Mpho Parks Tau, nativo no Soweto eleito com apenas 40 anos de idade, decidiu ser o timoneiro de uma operação de transformação radical: de uma cidade entupida de trânsito fez uma cidade-modelo em matéria de transportes públicos e um paraíso para os ciclistas. Assim, reformulou totalmente o desenho rodoviário, reconstruiu a rede de aprovisionamento energético e reconfigurou bairros inteiros. Sandton, o centro financeiro do país que quer ser a Wall Street de África, é um exemplo. Mas também a metamorfose do bairro de Modderfontein: num território de 16 mil hectares, Mpho Parks quer criar a primeira e maior smart city do continente africano, e um hub para os empresários chineses a operar em África. Para tal, convenceu um magnata de um grande grupo imobiliário a supervisionar um projecto de 6 mil milhões de dólares. Foi assim que o gigante das telecom de Honk Kong, PWCC, se instalou em Modderfontein. O grupo vai participar na construção do 1º sistema de cabo submarino de alto débito que ligará os principais países do sudeste asiático aos continentes africano e europeu, passando pelo Médio Oriente.

Barcelona | Entre 2011 e 2015, o antigo presidente da Câmara de Barcelona, Xavier Trias (um pediatra que foi ministro da Saúde), andou pelo Mundo em busca de ideias de parceria para o seu projecto: fazer da capital da Catalunha uma smart city modelar. Não lhe correu mal: Barcelona recebeu em 2014 o Prémio da Capital Europeia da Inovação pela utilização que faz das novas tecnologias. Por alguma razão o Mobile World Congress acontecerá ali em 2017.

[(*) Fonte principal: Antoine Clause e Françoise Raillard, «Phénomène», Paris Worldwide, Aéroports de Paris, edição de
Julho/Agosto 2014]

 

 

democracia-interna

O QUE É UMA CIDADE INTELIGENTE?

Boa pergunta, para a qual não existe ainda uma resposta simples. A Economia-Mundo, comummente designada por Globalização, obrigou as cidades a requalificar-se para a era digital e para um mercado de escala planetária, investindo sem parcimónia nas tecnologias da informação e na inovação. Um conjunto de indicadores afere o grau de inteligência das cidades, tais como a oferta de banda larga, a oferta em formação qualificada, a efectividade das políticas de combate à exclusão digital, ou a capacidade de inovar nos vários sectores de actividade e de estabelecer sinergias. Ou seja, e simplificando: infra-estrutura digital, inclusão das várias camadas (etárias e socio-económicas) da população nas sociedade e democracia digitais, e capacidade para inovar e para cooperar.

No entanto, a essa ideia de comunidade humana alargada e interligada virtualmente não corresponde ainda uma realidade comum e concreta satisfatória, passível de incluir um máximo de indivíduos e de esbater desigualdades: entre cidades com diferentes níveis de desenvolvimento e no interior de cada cidade (onde neste momento os níveis de desigualdade no acesso ao consumo e à fruição da cidade atingem picos de absurdo, com as cidades a transformar-se em territórios de exclusão dos seus habitantes naturais, como é o caso de Lisboa, que nos últimos anos arremessou para as periferias e para outras cidades mais de 500 mil antigos habitantes).

Se por um lado vemos instalar-se nas sociedades um novo paradigma civilizacional – o da era digital, que só por estes dias começa verdadeiramente a agir na vida concreta das pessoas, mediante, designadamente, um processo de desmaterialização das trocas humanas –, com níveis elevados de mobilidade e de ubiquidade de toda a actividade humana, por outro assistimos ao caos que deriva da dificuldade em avançar nesse sentido sem demasiadas baixas – isto é, incluindo um máximo de cidadãos.

À actual justaposição dos modelos analógico e digital, sobretudo por via da acção governativa menos capaz de realizar a transição, sucederá, inexoravelmente uma nova paisagem urbana. Mas para tal, é preciso encarar a revolução digital não como uma mera evolução tecnológica, mas antes como a reinvenção da própria ideia de comunidade, desenvolvendo mecanismos de governação democrática transversalmente participados. O que requer um esforço consciente para usar as tecnologias da informação colocando-as ao serviço da transformação harmoniosa da vida das pessoas.

Várias cidades portuguesas figuram já na lista de cidades inteligentes (ou em vias de), com projectos que vão da governação participativa (por via dos Orçamentos Participativos) à mobilidade, passando pela energia, pelo ambiente, ou pela qualidade de vida amplamente considerada, pondo em sinergia os poderes políticos locais, as universidades e as empresas, mas também os cidadãos. Uma agenda europeia com um programa de financiamento procura cumprir metas para 2020 em matéria de cidades inteligentes.

A Câmara de Lisboa, para citar o exemplo da autarquia portuguesa com o maior orçamento do País, tem um pelouro da Economia e Inovação que afirma a vontade da cidade-capital em apostar na criatividade e no empreendedorismo. Para além das qualidades naturais do território da cidade de Lisboa, que atraem cada vez mais turistas e investidores – como sejam as excelentes condições climatéricas, as frentes de praia e a gastronomia –, há também que levar em consideração factores como a capacidade tecnológica, a multiculturalidade constitutiva da população de Lisboa e os cerca de 150 mil estudantes (dados de 2013) que fazem da capital portuguesa a maior cidade universitária de Portugal.

Iniciativas como a votação anual de um Orçamento Participativo ou a criação da incubadora de empresas Start Up Lisboa, demonstram a vontade de Lisboa em abrir-se à democracia participativa e em internacionalizar-se, no sentido de alcançar, partindo das suas próprias características, uma boa capacidade competitiva. No entanto, há parcerias importantes ainda por estabelecer: com Almada, por exemplo, estando as cidades separadas por um rio cuja travessia, muito embora possa ser realizada em apenas 10 minutos, age na vida das populações de Lisboa e Almada (mas também no Turismo) como uma espécie de fosso.

Importante para pensar as cidades portuguesas do futuro próximo será analisar de perto os efeitos da Globalização acrescentados pela recente reorganização administrativa do território português, que tem vindo a isolar de forma inaceitável as populações rurais, e de uma forma geral todas as que habitam as regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos do País, votando-as a uma interioridade que é agora grandemente marcada não já pela geografia mas pelas decisões políticas, nacionais umas e supranacionais outras. É preciso pensar nas consequências deste movimento centrífugo que afasta dos grandes centros (e
das prioridades e preocupações dos governantes) os aglomerados populacionais menos densos demograficamente, isolando-os da marcha do Mundo. Porque esse afastamento se traduz num abandono que questiona a própria noção de civilização e de democracia. O que não me parece mesmo nada inteligente. |

 

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© Céu Guarda

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About Sarah Adamopoulos

Antiga jornalista profissional, dedica-se à edição de livros - criação e produção editorial - desde 2008. Anda pelos blogues desde 2003, lugares de eleição para a escrita rápida e para o debate de sociedade. Autora de vários livros, entre os quais "Fado menor" (literatura, 2005) e "Voltar – memória do colonialismo e da descolonização" (investigação historiográfica, 2012). Traduziu, entre outros, o primeiro grande estudo económico sobre a desigualdade no Mundo publicado no século XXI ("O capital no século XXI", de Thomas Piketty). Tem sempre peças de teatro e poemas na cabeça.

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