PATRÍCULA ELEMENTAR

«A nossa pequena pátria, a nossa patrícula.» B. Vian

Weapon of Choice, segundo Fat Boy Slim e Christopher Walken

 

 

Alto e pára o baile. Em pouco mais de três meses o governo de António Costa já sofreu três baixas: um ministro e dois secretários de estado. O principal assessor do PM teve que ser contratado, à pressa, por dois mil euros mais IVA, a recibos verdes. Caiu o chefe-do-estado-maior do exército por causa das desigualdades de ‘gênero’ e a comunidade castrense desquerda e dedireita pede, insistentemente, a cabeça do desastrado ministro da defesa. Numa semana em que a dança das cadeiras ocupa mais espaço mediático que a governança da República, propriamente dita, tudo isto é música para os meus ouvidos.

Nesta luta contínua, a minha arma de escolha não podia deixar de ser este magnífico clip de Fat Boy Slim, com o ainda mais magnífico Christopher Walken.

Fat Boy Slim, T.C.P. Norman Quentin Cook, nascido Quentin Lee Cook, em 1963, no Reino Unido, começou por ser baixista dos Housemartins, mais uma banda dos hoje claramente sobrevalorizados anos 1980, que conseguiu produzir dois exitos tão xaroposos como Build e Caravan of Love, canções que podiam muito bem ter concorrido à Eurovisão e levar a taça. Durante a década seguinte, cresceu e tornou-se um dos mentores do big beat, género que ainda hoje assegura agradáveis momentos aos mais bailarinos.

Ronald Christopher Walken (n. 1943) começou aos 10 anos a dançar sapateado, com os irmãos, em programas de TV. Jerry Lewis incentivou-o. Cuidou de gatos selvagens num circo para financiar o curso de dança. Foi descoberto por Elia Kazan para o teatro musical e por Sidney Lumet para o cinema. Participou em mais de 100 filmes e espectáculos de TV. O meu preferido é o King of New York (de Abel Ferrara, 1990), mas a fama chegou-lhe muito antes com O Caçador, onde até ganhou um Oscar e tudo. É dos poucos que, tanto é capaz de fazer um grande filme, como um filme abaixo de cão. Sendo certo que, aconteça o que acontecer, quando entra em cena, a cena é toda dele.

Só Michael Caine, com 115 filmes no activo, o bate aos pontos em número de participações no cinema, igualmente entre o bom, o mau e o merdoso. Mas Michael Caine não sabe dançar, yo.

 

 

Créditos: clip Weapon of Choice, dirigido por Spike Jouze, coreografado por Michael Rooney, do CD Halfway Between Gutter and The Stars, de Fat Boy Slim, Skint, 2001; imagem de capa, Christopher Walken in The Deer Hunter, de Michael Cimino, c/ Robert de Niro, John Savage, Meryl Streep, etc., Universal, USA, 1979.

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This entry was posted on 13 de Abril de 2016 by in Banzai, Patrícula elementar and tagged , , , , .

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