PATRÍCULA ELEMENTAR

«A nossa pequena pátria, a nossa patrícula.» B. Vian

Constantino, o infame que vem de longe

blog Constantino(Brandy Constantino, a fama que vem de longe slogan publicitário)

À semelhança do antigo brandy, chama-se Constantino e tem Rodrigo de nome próprio. É bloguer neoliberal e comprovadamente fascista.

Rodrigo Constantino, em plena crise no seu país, decidiu recorrer a um dos mais ignóbeis métodos do ‘Macarthismo’, ao publicar, no seu ‘blog’ e sob o título ‘A lista completa dos petralhas cúmplices dos golpistas’ , uma relação de figuras públicas de esquerda dos meios artísticos e intelectuais brasileiros a abater – usando o velho jargão da ‘esquerda caviar’ quando se refere aos seus adversários políticos, nomeadamente aqueles que nomeou na infame lista que construiu e divulgou. 

E quem são os “petralhas” do pérfido neoliberal Constantino? São, como descreve a citada lista, setecentas e sessenta e seis (766!) figuras das artes e das letras, da vida académica brasileira, intelectuais de diversas áreas científicas e criativas, políticos … enfim, uma lista que, de facto, só tem semelhança histórica com a lista de personalidades que o senador norte-americano McCarthy, nos anos de 1950, mandou produzir, com o objectivo de as perseguir e, se possível, lhes reservar a morte como destino.

Na época, Charles Chaplin, o famoso e ultra-talentoso Charlot, britânico de nacionalidade, sentiu-se coagido a abandonar os EUA, por ser considerado comunista e um elemento a perseguir segundo o ‘Programa da Luta contra as Actividades Anti-americanas’ de McCarthy.

Em sintonia com os golpistas da justiça e da política anti-PT, Constantino reinventou o ‘Macarthismo’ à brasileira. De Chico Duarte, o conhecido cantor, compositor e autor, à jovem e popular actriz, Tais de Araújo, passando pelo professor universitário António Sérgio Bueno, o citado e reles Constantino arrolou os nomes de mulheres e homens famosos e de méritos demonstrados, por se assumirem como adversários dos golpistas de direita.

As famosas turmas da escola de Chicago e da fundação e desenvolvimento do neoliberalismo, graças a Milton Friedmann, pai das teorias do consumo, da história monetária e da complexidade da estabilização política, têm muitos discípulos  disseminados pelo mundo. Acrescente-se que se trata das teorias sintonizadas com o auto-equilíbrio do mercado segundo o princípio da “mão invisível” de Adam Smith – uma irracionalidade.

No mundo globalizado em que vivemos, é hoje bem claro aquilo que os ‘Constantinos’ neoliberais têm defendido, implantado e multiplicado em termos da acumulação e distribuição de capital e da desigualdade crescente de rendimentos, fenómenos que Thomas Piketty, em ‘O Capital no século XXI’, denuncia de forma límpida, exaustiva e objectiva.

A blogosfera não tem fronteiras, mas não deixa de ser curioso saber que o aberrante Rodrigo Constantino também já andou a passear a sua prosa pela blogosfera portuguesa; mais concretamente em ‘blogs’ nos quais imperam fervorosos entusiastas da destroçada PàF e que ainda hoje combatem ao lado de Passos Coelho e Paulo Portas em forma de Cristas – figuras sinistras e com inesquecíveis responsabilidades pelas políticas de multiplicação da pobreza e de apropriação pelo Estado – de onde se banquetearam com pitanças de estalo – dos salários e pensões, mesmo de cidadãos de fracos recursos.

Como disse há tempos o Prof. Boaventura Sousa Santos, “a agressividade da direita é um fenómeno global”. É neste ambiente complexo e de real conjugação mundial da direita neoliberal que Rodrigo Constantino e outros acólitos de corruptos e de autores de crimes económicos apoiam os golpistas de direita do PSDB e PMDB no Brasil – e em Portugal Passos Coelho, Paulo Portas e outros intrujões que, afirmando-se social-democratas e democratas-cristãos, mais não são do que os promotores de sistemas sociais injustos e totalmente desumanos com que neoliberais e neofascistas se comprazem, assim possam viver na abastança.

A luta dos democratas, na Europa, na América Latina, nos EUA e noutros países, é combater todos os Trumps que se organizam no mundo para assegurar que os 62 mais ricos do Planeta possuem um nível de riqueza igual à detida por 50% da população mundial.

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