PATRÍCULA ELEMENTAR

«A nossa pequena pátria, a nossa patrícula.» B. Vian

O filme ‘Cavaco e o sistema bancário’

No presente, Cavaco e o Banif

O vídeo demonstra um PR paternalista e de enorme sensibilidade à prudência, quando se fala a respeito do sistema bancário; isto, em relação ao caso Banif que  queira ele ou não já se disseminou massivamente na opinião pública.  Circulam em abundância notícias em todos os órgãos de comunicação social. Cavaco já vem tarde, portanto. E há comprovantes do atraso.

Do ar do Conselheiro Acácio, percebe-se a intenção de chamar a atenção do governo para a necessidade de ter muito, muito cuidado nas palavras que se pronunciam em público.

Com o facciosismo e a hipocrisia que o caracterizam, sempre branqueou, por omissão, as responsabilidades do governo anterior no caso; em especial da amanuense Albuquerque e do seu chefe Coelho, na realização da operação de 1.100 milhões de euros investidos pelo Estado no Banif – hoje, desse investimento, estão registados mas desvalorizados 700 milhões de capital social e uma parcela de 125 milhões de empréstimo contingente (CoCos). Esta parcela deveria ser reembolsada pelo Banif este mês, mas o banco está sem liquidez.

Para reforçar a incongruência dos aconselhamentos de Cavaco, por ordem da CMVM as cotações das acções do Banif foram suspensas à espera da solução final – solução final essa de que resultará, por alienação da posição de accionista, um prejuízo para o Estado e, consequentemente, para os contribuintes estimado em mais de 400 milhões de euros. O tema tornou-se ainda mais divulgado.

No passado, caso BES / Novo Banco

Cavaco fez declarações públicas acerca do BES que, de certo modo, contrariaram a prudência agora por si recomendada.

Neste vídeo, o PR afirmou que os portugueses podiam confiar no BES, acrescentando: “as folgas de capital são mais do que suficientes para a cobrir a exposição que o Banco tem à parte não financeira…” Estas declarações foram feitas na Coreia do Sul em finais de Julho de 2014.

Passados dias, a 4 de Agosto, Carlos Costa, governador do BdP,  informa os portugueses que, por riscos de insolvência e de carência elevada de capitais, o BES iria cindir-se em ‘banco mau’ e ‘banco bom’. O BES continuou a funcionar, mas com os activos tóxicos. Foi criado o Novo Banco, entidade em que através do Fundo de Resolução foi feito investimento de 3.900 milhões de euros de fundos públicos, num total de 4.900 milhões.

Segundo os pressupostos, de então, haveria condições para funcionar em sã actividade e ser vendido ‘à posteriori’ o Novo Banco.. Ainda hoje está por vender, como se sabe. Espera-se-se agora que o génio Sérgio Monteiro faça o que está ao seu alcance: uma venda milagrosa e de grande rendabilidade para o Estado, ou seja, para os contribuintes. Estes, coitados, tem sido sugados continuadamente de dinheiro para o sistema financeiro (no empréstimo da troika, destinaram-se ao sistema financeiro verbas na ordem dos 47.000 milhões de euros).

Todavia, a história de Cavaco e o BES ainda teve outros episódios. Decorridos tempos da garantia dada de que o citado banco tinha “folgas de capital suficientes”, o PR vem a público dizer que jamais se tinha referido ao BES. Eis o surpreendente vídeo da renegação.

Cavaco nunca foi generoso em matéria de seriedade intelectual e a senilidade também  não o ajuda. São as explicações possíveis para as comprovadas contradições.

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This entry was posted on 18 de Dezembro de 2015 by in Economia, Política nacional and tagged , , , , , , , , .

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